A Copa da África vai reunir todas as seleções que já levantaram a taça. Todas chegam a este mundial como favoritas, algumas apenas pela tradição e outras por possuírem bom time.
Os países dos títulos solitários, França e Inglaterra, embarcaram para a África do Sul levando na bagagem realidades distintas. Os súditos da rainha chegam favoritos como sempre lutando contra a eterna sina de ser a decepção do torneio. O bom time inglês conta com os astros da Premiere League, o que às vezes oferece uma falsa impressão de qualidade, já que a maioria dos seus jogadores se apresenta apenas em solo inglês. Já os franceses começam o mundial enfrentando outro adversário, a desconfiança. Depois de conquistar a vaga em um lance polêmico protagonizado por Henry, a nação órfã de Zidane, deposita suas esperanças na nova safra com Ribéry e Anelka para não amargar as decepções de 2002 e 2006.
Os Bicampeões mundiais têm em comum a fama de apresentar um futebol de muita dedicação, mas chegaram à África com algumas diferenças. O Uruguai levou para o mundial um time que tem sua tradicional raça, mas sem a conhecida técnica que levou duas vezes o caneco para Montevidéu. Forlan, uma defesa sólida e a aplicação tática, são as armas que a seleção celeste vai usar para lutar pelo tri. Já nossos hermanos chegam, depois dos altos e baixos das eliminatórias, com um time recheado de astros e um ataque fulminante, com Milito, Tevez, Higuain, Agüero e Messi, o melhor jogador da atualidade, sob a batuta Maradona tentando mudar o tom do tango para não dançar como nos dos últimos mundiais.
A sempre eficiente Alemanha chega com a moral de quem já levou de três Copas e um time disciplinado taticamente, uma defesa sólida e contra-ataques fulminantes. Apesar de perder Ballack, os alemães contam com Klose, que luta para superar Ronaldo e se tornar o maior artilheiro das Copas, para soltar o grito de tetra.
A Itália é a única seleção que pode se igualar ao Brasil em números de títulos. Com um time velho e sem um grande craque, a Azzurra aposta na experiência da base campeã de 2006 para, a exemplo do tri e do tetra, ser a segunda seleção a se tornar penta, mas se Pirlo confirmar sua ausência, o time italiano vai enfrentar muitas dificuldades para conquistar a quinta estrela.
Fechando a lista dos campeões, o Brasil chega com um time contestado, como sempre. A escalação não agradou, principalmente pelo fato de não contar o brilho e a arte que tornaram o futebol brasileiro o mais admirado. Com um elenco dependente da habilidade Kaka, o faro de gol de Luís Fabiano e os lampejos de Robinho, o Brasil apostará em sua defesa e nos contra-ataques rápidos para repetir as campanhas vitoriosas da Copa América, Copa das Confederações e Eliminatórias para lutar pela sexta estrela.
Após o primeiro apito do juiz a sorte será lançada. Só resta torcer e esperar para ver.
Nenhum comentário:
Postar um comentário